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O ragu de pato com funghi que vira a cabeça do humorista Fábio Porchat

O produto feito pela Silvana, irmã do ator, é um dos molhos artesanais incríveis com toques de especiarias brasileiras

Da redação - Publicado em 08/10/2020, às 13h30

Tempo e paciência. Sem esses dois ingredientes, não há como fazer um bom ragu. A empresária Silvana Porchat, criadora da marca Nosso Ragu, sabe bem disso – seus molhos passam pelo menos seis horas apurando os sabores em panelões de ferro. O processo é artesanal do começo ao fim e conservantes passam longe das preparações.

 

 

Além dos ragus, em potes de 500 ml e 800 ml, a casa vende empadinhas e tortas, queijos, massas e azeites: “Assim, a pessoa já sai daqui com uma refeição completa”. Quem passa sempre por lá para abastecer a cozinha é o ator Fábio Porchat, irmão da empresária: “Ele adora principalmente o ragu de pato com funghi”, conta Silvana.

 

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A empresa surgiu no formato de vendas online em 2015, com uma receita de Silvana que fazia sucesso entre a família e os amigos: o ragu de porco. A partir dele, a empresária, que fez cursos de gastronomia na Itália e na França, desenvolveu outros molhos. Atualmente, há oito opções de ragu, que ganham um toque extra de personalidade com a inclusão de ingredientes brasileiros. O de porco, por exemplo, leva semente de puxuri. Mas também há espaço para a tradição: o ragu de carne segue a receita da avó materna de Silvana, Filomena Matarazzo Pennacchi, que faleceu em 2018, aos 100 anos de idade – e cozinhou até o fim da vida. A matriarca, por sua vez, seguia a receita do livro Il Talismano della Felicità, clássico da culinária italiana publicado pela chef e escritora Ada Boni na década de 1920.

 

Tem puxuri na receita!

A semente da um toque de Brasil no clássico italiano

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Puxuri – é a semente de uma árvore nativa da região amazônica. Alguns comparam essa semente à noz- moscada. Quando ralada ao final da receita do ragu de porco, traz um leve sabor de erva-doce.

Iquiriba – Vem de uma árvore do Norte, cujos frutos trazem uma sementinha preta. Depois de maçaricada no pilão, ela perfuma o ragu de vegetais com um aroma de floresta.

Fava de aridan – Usada no ragu de cordeiro, é considerada uma das favas mais sagradas pelo candomblé e oferece proteção. Vem de uma árvore com origem africana. Tem um sabor levemente adocicado, lembra a baunilha.

 

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