O casal Rosi Barbosa e Raphael Figueiredo saíram da cidade grande para fazer um saboroso doce de leite em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais -

O casal Rosi Barbosa e Raphael Figueiredo saíram da cidade grande para fazer um saboroso doce de leite em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais

Roca: o cremosíssimo doce de leite do campo

Rosi e Raphael fazem doce de leite e provam que o êxodo urbano não é só viável, mas lucrativo

Robert Halfoun - Publicado em 28/10/2019, às 14h00

O pai da Rosi Barbosa já produzia leite há 60 anos e vendia o produto para outros laticínios a preço de comodities. Foi avaliando essa situação que ela e o marido, Raphael Figueiredo, viram uma oportunidade de sair da metrópole rumo a pequena Pouso Alegre, no Sul de Minas, produzindo ainda mais recursos do que na cidade grande.

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Como o leite do patriarca vem de vacas criadas soltas e tratadas pelo nome, comendo capim-gordura, o produto acaba ficando ainda mais sedoso, perfeito para fazer o doce de leite que a Rosi comeu a vida inteira, mas, até então, não havia sacado porque ele é tãaaaao bão.

Com o segredo em mãos, o casal passou a produzir o doce de leite Rocca (utilizando apenas o leite das próprias vacas), cujo sabor revela uma intensidade pouco açucarada, com uma textura é bem leve e cremosa. Não demorou para ser descoberta por todo tipo de gente, incluindo chefs, que adoram a versatilidade que as características do Rocca proporcionam.

O crescimento exponencial do negócio tem feito com que Rosi e Raphael venham se transformando em porta vozes da ideia do êxodo urbano, para uma plateia cada vez maior e mais interessada em ouvílos. A chave do negócio é investir em qualidade e sustentabilidade. Pagar melhor o produtor, para ter um produto melhor e transformá-lo e algo melhor ainda. “Esse processo gera a paixão e o comprometimento de toda a cadeira produtiva. Eles são os combustíveis para crescer fora do eixo”, defende Raphael.

Ele se empolga ao dizer que tem visto muita gente boa, das mais variadas áreas, resgatando o negócio das suas famílias (às vezes de duas gerações passadas) ou começando algo novo, a partir do que já era feito.

O Rocca hoje já é produzido numa escala três vezes maior e já pensam em como crescer ainda mais, claro, sem perder a essência e a qualidade fundamentais do produto.

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Ela é maneira que casal encontrou para escalar o negócio de forma rápida

Seguir o modelo de startups como Uber e AirBnB foi a maneira que Rosi e Raphael encontraram para crescer com pouca grana. Formaram uma joint venture com uma empresa de importação no Uruguai e, lá, encontram também uma fábrica que poderá produzir, com a supervisão deles (e leite uruguaio, conhecido pela qualidade) o doce de leite em baldinhos, especialmente para o food service.

 

Este texto foi publicado originalmente na revista Sabor.club #32 que está na melhores bancas por todo Brasil. E também na banca digital www.zinio.com. 

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