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Respire fundo e beba as cervejas robustas e aquecedoras feitas por monges na Bélgica

Uma seleção de bebidas produzidas nas abadias da ordem trapista para degustar rezando

Pedro Landim - Publicado em 11/11/2020, às 16h30

Em tempos de recolhimento e reflexão, nada como recorrer às abadias que fazem algumas das melhores cervejas do mundo, robustas e aquecedoras, como pede o frio que vem chegando. Todos os exemplos da página são trapistas autênticas, feitas em mosteiros da Ordem Cisterciense da Estrita Observância. Para beber sem pressa, meditando entre cada gole.

 

 

Chimay Red - Chimay (Bélgica)

A mais famosa marca trapista traz em seu rótulo vermelho uma belíssima Dubbel que foi a primeira da série produzida na abadia de Notre-Dame de Scourmont. Com bela formação de espuma é uma cerveja elegante e seca que lembra ameixas secas e especiarias. (7% ABV)

 

 

Achel Blond 8° - Achel (Bélgica)

A abadia está situada na fronteira entre Bélgica e Holanda, e sua cerveja dourada é uma Tripel feita com maltes claros e lúpulos nobres como o tcheco Saaz. Mas o poder está nas leveduras que geram aromas frutados e cítricos, com amargor médio e condimentado. (8% ABV)

 

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La Trappe Witte - La Trappe (Holanda)

A única Witbier trapista segue a linha clássica do estilo que utiliza maltes de trigo, com casca de laranja e sementes de coentro na receita, além do lúpulo Saphir, que apoia o aroma cítrico. Cerveja leve, refrescante e turva que traz notas de especiarias como pimenta branca e cravo. (5,5% ABV)

 

 

Tre Fontane Tripel - Tre Fontane (Itália)

O mosteiro de Roma produz apenas uma cerveja, de coloração alaranjada, frutada e aromática, que lembra ervas, especiarias e, principalmente, o ingrediente característico da receita: folhas de eucalipto, plantado pelos monges como remédio para malária no século 19. (8,5% ABV)

 

 

Orval - Orval (Bélgica)

Ponto fora da curva trapista, a Orval usa maltes ingleses e lúpulos europeus e americanos. Há notas cítricas e de especiarias, com o toque ‘animalesco’ do descanso em barris com a levedura brettanomyces. Seca e de alta carbonatação, é uma cerveja intrigante. (6,2% ABV)

 

 

Rochefort 10 - Rochefort (Bélgica)

Produzida na abadia de Notre-Dame de SaintRémy, essa Strong Dark Ale segue a receita dos mosteiros usando o ‘candy sugar’, açúcar caramelizado, lúpulos nobre e um toque de trigo. Tem perfil terroso e aroma que lembra um bolo de frutas secas, aquecedora e bem carbonatada. (11,3% ABV)

 

 

Westvleteren 12 - Westvleteren (Bélgica)

Muita gente diz que ela é a melhor cerveja do mundo, fama acentuada pela venda limitada e sob reserva no portão da abadia de Saint-Sixtus. Trata-se de uma Strong Dark Ale encorpada e aquecedora, com perfil maltado de pão preto, e notas de banana e avelã. (10,2 % ABV)

 

 

Westmalle Tripel - Westmalle (Bélgica)

Tida como a primeira tripel, é uma cerveja dourada, ‘cremosa’ e efervescente, de farta espuma e repleta de aromas frutados e de especiarias, além de notas doces e alcoólicas balanceadas pelo amargor e o condimento dos lúpulos, presente na boca. (9,5% ABV)