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Raro grão de café revela frutas vermelhas no nariz e na boca

Ele vem de Lambari, em Minas, cultivado a 1270 metros de altitude

Da redação - Publicado em 13/02/2020, às 18h44

Beber uma xícara confortante a gente consegue em qualquer canto desse Brasil que é quase sinônimo de café, líder no ranking mundial da produção. Mas quando o assunto é requinte e prazer potencializado a cada gole, não é tão fácil achar um porto seguro no oceano de fabricantes. Sorte nossa que tem gente formando equipes graduadas de especialistas para identificar os melhores produtores, acompanhar cada safra e escolher, de acordo com as características dos grãos, o perfil ideal de torra. Uma cadeia que envolve dedicação e ciência entre a planta e a prateleira, onde podemos provar no coado nosso de cada dia o resultado final dos blends.

É assim que se estrutura o trabalho da Wolff Café, a marca que trabalha com blends numerados, como o elegante W2.


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“Realçamos nessa linha, com curvas de torra precisas características diversas de aroma e sabor, como as notas de florais, que trazem frutas vermelhas ou amarelas”, diz Hugo Wolff, o bacharel em ciências navais que resolveu empreender, cultivando lavoura de excelência na fazenda do pai, em Ibirici (MG), e criando a empresa que identifica pérolas do café nas cinco regiões do país. 

O W2 em questão, como nos informa o verso da embalagem, vem do lote Cachoeirinha, na variedade Catauí Vermelho cultivada por Claudia Roberta e Jefferson Moises, na altitude de 1.270 metros, na mineira Lambari. Podemos encontrar frutas vermelhas em sua complexidade aromática. 

“O pequeno produtor não sabe a maravilha que faz. É preciso incentivar essa gente. Devem entender que o que importa não é a quantidade, mas a qualidade. É possível ganhar muito com ela”, diz Wolff. E fala sobre a parte que do processo lhe toca como melodia: “Cada torre é única. É como se fosse música. Tem uma composição de um acorde com base na variável de cada grão, e isso resulta na bebida final”.

Todos os cafés Wolff são produzidos com 100% de grãos arábica, a linhagem nobre, com origem controlada e rastreada entre pequenos agricultores que utilizam métodos sustentáveis.


 

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