O miniarroz Piagüí é produzido no Centro de Intercâmbio e Pesquisa de Arroz Ruzene  -

O miniarroz Piagüí é produzido no Centro de Intercâmbio e Pesquisa de Arroz Ruzene

Piagüí: o primeiro miniarroz negro de nossa história gastronômica

O nome do produto foi baseado no rio que irriga as lavouras da empresa em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba

Da redação - Publicado em 30/11/2019, às 20h00

Se o prato chegar de surpresa, a primeira curiosidade está no olhar. Vamos imaginar com belos camarões rosados ao lado, em contraste com a cor negra. A duvida é capaz de permanecer na garfada, com a consistência diferente e o sabor acastanhado de grãos que mais parecem pequenas esferas a passear pela boca.

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É arroz, acreditem, criado neste Brasil que só perde para os asiáticos em produção e consumo do cereal. Ou melhor, é o Piagüí, primeiro miniarroz negro de nossa história gastronômica. “É um arroz original e muito bonito, com textura especial que traz sensação nova, e sabor que lembra o pinhão, um produto da região. Fazemos de 10 a 20 cruzamentos por ano para ver o que sai de diferente do que existe no mercado”, diz o agricultor Francisco Ruzene, quer dizer, Chicão, o homem que há 15 anos conquistou Alex Atala e apareceu no mapa de sabores brasileiros com seu arroz negro, matriz da nova empreitada.

Resultado de uma década de trabalhos no Centro de Intercâmbio e Pesquisa de Arroz Ruzene (CIPAR), destinado a estudar e desenvolver variedades exóticas, o Piagüí foi batizado em homenagem ao rio que irriga as lavouras da empresa em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. Segundo Chicão, área com o clima ideal para o desenvolvimento aromático dos arrozes.

“Acho que esse vai tomar o espaço do arroz negro tradicional. Chama mais atenção, e vários restaurantes já estão trabalhando com ele. Seu tamanho é de 20% em relação ao outro e esperamos uma aceitação melhor também entre as crianças”.

Nas panelas, o pai do Piagüí não gosta de grandes invenções e receitas que possam mascarar o sabor natural do arroz. Aconselha carnes e temperos mais leves e, de preferência, os frutos do mar. Para o início de 2020, ele anuncia a apresentação de mais dois miniarrozes, um vermelho e um branco, com perfume à semelhança do indiano basmati.

“Dizem que cada grão tem uma vida. Como uma porção do miniarroz traz mais grãos do que a do grande, então assim consumimos mais vida”, diz Chicão, caprichando na metáfora.

 

Este texto foi publicado originalmente na revista Sabor.club #34 que está na melhores bancas por todo Brasil. E também na banca digital www.zinio.com. 

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