Quem foi Gomes de Sá que batiza o famoso bacalhau? -

Quem foi Gomes de Sá que batiza o famoso bacalhau?

A origem de pratos clássicos da cozinha

Filé à Wellington? Bacalhau à Gomes de Sá? Qual a origem dos nomes clássicos da cozinha?

Da redação - Publicado em 05/05/2019, às 12h00

Bacalhau à Gomes de Sá – José Luis Gomes de Sá (1851- 1926) virou cozinheiro depois que foi à falência ao administrar muito mal o negócio do pai, que vendia bacalhau. No afamado restaurante Lisbonense, na capital portuguesa, marinou as lascas do peixe em leite aquecido e misturou com os ingredientes que tornou o prato imortal.

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Filé à Wellington – O general britânico Arthur Wellesley (1769- 1852), quem diria, não dava a mínima para boa mesa. Um dos seus cozinheiros, no entanto, comparou o formato do prato que criara, com o cano da bota do militar, marrom brilhante. Ele era maníaco pela limpeza do calçado.

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Filé à Oswaldo Aranha – Avô da chef Bel Coelho, o diplomata Oswaldo Euclides de Sousa Aranha (1894-1960) era cliente assíduo dos restaurantes Cosmopolita e do Café Lamas, no Rio. Em ambos, pedia sempre a mesma coisa: filé mal passado coberto com alho frito e ladeado por arroz, farofa e batatas. Passou a ser copiado por outros clientes que batizaram o prato com o seu nome.

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Strogonoff – Há quem diga que o russo stroganov foi criado pelo Dr. Strogonoff, à serviço da czarina Maria da Rússia (1854- 1920), quando uma grande intoxicação alimentar abateu todo o séquito imperial de São Petesburgo. Diante do caos, ele ministrou uma rígida dieta à base de arroz e carne bovina previamente fermentada com nata e suco de cebolas. A corte adorou e a receita migrou para o Café Puskin – e de lá para o mundo.

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Pavlova – Foi criada em homenagem a famosa bailarina russa Anna Pavlova (1881-1931), durante uma turnê que fazia pela Oceania, no anos 1920. Até hoje os hotéis L’Esplanade, na Austrália, e Wellington, na Nova Zelândia, reivindicam a criação do doce com crosta de merengue, recheio de chantilly e cobertura de morango e kiwi frescos. Polêmicas à parte, a pavlova é prato nacional nos dois países.

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Tarte Tatin – As irmãs Caroline e Stéphanie Tatin cuidavam do hotel que levava o nome da família, em Lamotte-Beuvron, na França. Um dia, durante um evento, a famosa torta de maçãs que Stéphanie fazia foi para o forno sem a base no fundo da forma. Ao perceber que que era tarde demais para reparar o engano, foi montada com a massa por cima das frutas e do açúcar caramelizado. Então, virou ao contrário, depois de assada, e, sem querer, criou um dos grandes clássicos da cozinhas francesa.

 

*Esta reportagem foi publicada originalmente na revista Sabor.club #25, que está na melhores bancas por todo Brasil. E também na banca digital www.zinio.com. Ou assine clicando aqui  sabor.club/assine.

 

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