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O pato curado

A chef Paula Labaki transforma o peito da ave numa verdadeira iguaria

Da redação - Publicado em 16/10/2017, às 14h06

Filha de uma cozinheira francesa, a saudosa Lena Labaki, Paula Labaki cresceu na cozinha. E entre idas e vinda à terra natal da matriarca acabou moldando certas características francesas ao seu DNA de chef.

A paixão pela cura e pela defumação, tão típicas no berço da gastronomia como conhecemos é uma delas. Paula estuda, cura, testa e prova há anos. E durante todo esse tempo, vem desenvolvendo uma especialidade: o pato curado. Ele é comum na Europa, embora tão pouco visto por aqui. É feito normalmente com o magret, o peito da ave, que ganha uma textura mais firme e mastigável, como um prosciutto, e sabor intenso, no qual todas as notas marcantes da carne de pato ficassem ainda mais vivas. É fascinante.

Cortado em tiras finas, a gordura branca e amanteigada derrete na boca e conduz melhor ainda todos os gostos no palato.

Para curar o magret, Paula usa peçasinteiras cobertas com sal e pimenta do reino e as coloca numa câmara de maturação, com temperatura, umidade e ventilação controladas, durante três a quatro meses.

Com esse tempo, o que era bom transforma-se numa iguaria que pode ser consumida pura, como um aperitivo ou potencializando o sabor de outros preparos. Por exemplo, um papardelle com manteiga e limão siciliano com tiras de pato curado. Ou, numa ideia mais moderna, sobre vieiras inteiras – cruas ou seladas. “Em ambos os casos, eu garanto, você vai comer ajoelhado”, provoca a cozinheira.

Até hoje, ela vendeu para amigos que sabiam sobre o pato. Hoje, o produto chegou ao nosso clube. Vale a pena entrar no site e dar uma olhada.

www.clubesabor.club