Membro do Casseta & Planeta dá dicas de onde comer na capital do estado de Pernambuco - Foto: Creative Commons

Membro do Casseta & Planeta dá dicas de onde comer na capital do estado de Pernambuco - Foto: Creative Commons

O melhor da cena gastronômica de Recife por Hubert Aranha

Um samba do Paulinho da Viola faz o cronista se lembrar das delícias da capital de Pernambuco

Hubert Aranha - Publicado em 02/12/2018, às 11h00

Tinha um LP (hoje se diz vinil) do José Vasconcellos, um dos maiores comediantes que este país já teve, “Eu sou o espetáculo”. Nesse hilário show de humor (hoje se diz stand up comedy), Zé imitava um radialista pernambucano com sotaque carregado: “Récife, péquena porém décente: onde o Capibáribe e o Béberibe se juntam para fórmar o Óceano Atlântico!”

Minha amiga, a simpaticíssima chef Katia Barbosa, criadora do genial bolinho de feijoada, entre outros quitutes, me disse no seu bar Kalango que, depois de São Paulo, Recife é hoje o maior polo gastronômico do país. E olha que ela é paraibana! Quem sou eu para duvidar da Katia...

Leitores de Sabor: façam as malas, partam já para a capital pernambucana e se deleitem com a comida nordestina em seu estado-da-arte. Todos já estão cansados de saber do clássico restaurante Leite no Centro, do até hoje excelente Oficina do Sabor, do chef César Ramos, em Olinda, e do Beijupirá, em Porto de Galinhas.

Acontece que a paisagem gastronômica (hoje se diz cena gastronômica) mudou em Recife e o que é melhor, sem perder as raízes locais. E olha que de raiz, os cabras entendem. Você pode comer aipim ou mandioca no país inteiro mas, vamos combinar, lá é melhor. E os caranguejos do mangue? Humm, com uma caipirinha de espuma, que eles são mestres em fazer, é de comer e beber chorando.

[Colocar Alt]

Recife tem também um excelente japonês, o Esquina do Futuro, famoso em todo o Brasil. E para nossa inveja aqui do Sul Maravilha, o peixe custa muito mais barato lá do que aqui. Não deixe de ir também no Bar do Luna provar o chambaril, um gigantesco ossobuco ensopado, que o Alex Atala adora. Caia de boca no bode, base da alimentação do Nordeste e onipresente em toda a cidade, especialmente no restaurante que tem um dos melhores nomes que eu já vi: Entre Amigos, o Bode. E, no Aeroporto de Guararapes, aproveite e leve para casa o espetacular bolo de rolo da Casa dos Frios, uma obra-prima da doçaria pernambucana.

Dedico esta crônica à minha querida Sandra, flor da terra, faceira e bela, que me ensinou tudo isso e outras coisas mais. Espero que a gente, em breve, possa passear entre as belas palmeiras de Boa Viagem, debaixo de um lindo céu estrelado pernambucano.

Hubert Aranha é apaixonado, entre outras coisas, por comida.

Este texto foi publicado originalmente na revista Sabor.club #21 que está na melhores bancas por todo Brasil. E também na banca digital www.zinio.com. Ou assine clicando aqui sabor.club/assine

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