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O sal Maldon é o melhor do mundo para chefs como Jamie Oliver e Ferran Adrià

Você acha que os sais são todos iguais? Espere até provar os flocos de cristais salinos ingleses em formato de pirâmide

Robert Halfoun - Publicado em 24/06/2021, às 12h00

Se você ainda não usa o sal Maldon (fala-se “mál-don”) vai passar a utilizar, depois de ler essa reportagem. O produto que vem dos estuários de Essex, no sudeste da Inglaterra, é inigualável, devido a forma e a consistência dos flocos de cristais de sal, em formato de pirâmide. Ele é suave, limpo e fresco, sem nada de amargor ou qualquer outro after tast. E um enorme potencializador de sabor. Tanto que a sua aplicação deve ser feita essencialmente na finalização dos pratos.

O sal Maldon existe desde 1882, produzido artesanalmente, sem qualquer aditivo químico, a partir da água do rio que vira mar, fervida, fitrada e aquecida para que o sal seque e cristalize. Os pescadores da região, costumavam assar ou cozinhar os seus pescados e temperá-los apenas com o sal local. Não era preciso mais nada.

 

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Em 1900, ele foi descoberto por um representante da elegantíssima loja Harrods e o produtor recebeu a seguinte carta: “Senhor, o seu sal é muito melhor do que muitos que temos na nossa loja. Precisamos de uma quantidade muito menor para salgar um bife. E deixa o gosto dele muito melhor. Queremos o produto na nossa loja”.

 

 

Só muito mais tarde, porém, é que caiu nas graças dos grandes cozinheiros, que chegam a falar numa era de antes e depois do sal Maldon. Ferran Adrià, por exemplo, finalizava todos os pratos do seu El Bulli com o produto. Na outra ponta, o irreverente Jamie Oliver diz que o Maldon é o iPhone dos sais.

Fato é que ele deve ser usado com a maior parcimônia e faz milagres sobre cozidos ou assados, de qualquer origem. Hoje com a onde dos vegetais, ele ganha ainda mais valor porque destaque demais o sabor natural de cada produto. Quanto maior for a qualidade, mais gosto teremos na boca. Com o Maldon fica clara a importância do produto. Há um cozinheiro, cujo nome não será revelado, que serve uma manteiga de outro mundo com o pãozinho-couvert, no seu restaurante. Ele fala num produtor que é o grande-fornecedor-secreto do produto. Na verdade, porém, ele tempera, sim, uma boa manteiga com... sal Maldon.

 

Garantido pela Rainha

 

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A caixa com logo e design clássicos, sem alterações desde a sua criação, anuncia: “Garantido pela Rainha” (Royal Warrant of the Queen of England). Fora dela, o sal Maldon deve ser acondicionado como os pescadores de Essex fazem: em potes de porcelana. A própria cooperativa que vende faz o Maldon já vende o vasilhame, encontrado facilmente na Amazon. Mas qualquer outro porquinho com a mesma matéria-prima recebe o produto muito bem, obrigado. Fica a dica para você colocar o seu.

 

De bolso

 

 

“É minha heroína”. Noves fora o mau gosto da comparação feita pela personagem Judy King, da série Orange is The New Black, há quem só use o sal Maldon, depois que o conhece. Mesmo fora de casa. O hábito deu origem a criação de uma simpática embalagem de bolso.

 

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