A cerveja Magic Booze nasceu de uma ideia de Zé Virgílio, que é diretamente ligado a tecnologia e cervejas -

A cerveja Magic Booze nasceu de uma ideia de Zé Virgílio, que é diretamente ligado a tecnologia e cervejas

Magic Booze: a cerveja instantânea

Parece mágica: basta adicionar água com gás ao extrato que a cerveja fica pronta

Da redação - Publicado em 30/08/2019, às 09h00 - Atualizado às 09h26

FOI UM BAFAFÁ NO MAIOR FESTIVAL cervejeiro do país. No stand da Pratinha, cervejaria de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, o José Virgílio Braghetto, sócio-diretor da empresa, mostrou para o mundo, o sachê de cerveja, com um extrato superconcentrado do líquido que, com água gasosa gelada adicionada na hora, vira... cerveja! E das boas.

A Magic Booze (bebida mágica, em tradução livre), tecnicamente pode ser feita de qualquer receita, do mais variados estilos.

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A Pratipa foi escolhida para protagonizar o primeiro lote (esgotado em 24 horas depois do lançamento pela internet) da novidade. Ela é uma India Pale Ale legítima, sem adaptações de aroma ou sabor, uma joia a ser reverenciada (como sugere a Pratinha, com bom humor). Na versão instantânea não perde nada e chega a ser difícil diferenciá-la da versão engarrafada.

A ideia da cerveja instantânea surgiu da cabeça inovadora do Zé Virgílio, sujeito ligado intrinsicamente a tecnologia. Tanto que também é sócio de um laboratório ligado ao tema. Na sua empresa, ele trabalha, por exemplo, com um processo de sistematização no qual consegue identificar os erros e acertos de cada mínima modificação nas etapas da produção. A tecnologia ajuda tanto na parte digital, de controle, quanto na microbiologia. Um fotobioreator de algas diminui o lançamento de CO² na atmosfera, reduzindo o impacto no meio ambiente. Além disso, toda a parte de mistura é feita com energia solar.

E não é só na água que a cerveja instantânea pode ser misturada. Há testes mis sendo feitos na coquetelaria, usando o fermentado como um bitter, para não só dar aroma, amargor e potência, mas também para adicionar textura aos drinques.

É coisa do outro mundo, mesmo. Tanto que, depois cumpridas as exigências legais para comercialização, a cerveja instantânea está sendo preparada para ser produzir na escala que o mundo pedir. Vamos pensar em distribuição? A embalagem com 50 ml faz 300 ml de cerveja, isto é, ocupa cinco vezes menos espaço no baú de um caminhão, por exemplo. Sem falar na diminuição brutal do peso transportado, comparando com o mesmo volume de cerveja pronta.

Para o setor de bebidas embarcadas (leia-se aviação e cruzeiros, por exemplo), a Pratinha estuda embalar o extrato em recipientes, como Bag-in-box que gera um economia em logística com uma proporção de até 10:1, em relação a latas, pets etc. A Magic Booze, aliás, informa a Pratinha, nascerá comercialmente numa simpática garrafinha mais sustentável e a prova de adulterações.

Enfim, como é feita a cerveja? Depois da receita da cerveja artesanal pronta, ela passa por um processo de redução de volume por sublimação dos líquidos quando a maior parte da água é retirada sem alterar as outras características do produto. Na etapa seguinte, ganha uma nova adição de maltes e lúpulos de perfis aromáticos e o álcool é corrigido. Em nenhum momento são colocados ingredientes artificiais. Nadinha.

Com ela em mãos, vale dizer que a bebida pode ser colocada no copo e ganhar a água gasosa ou ir para qualquer máquina de refrigerante que faz o processo. Já já a Magic Booze vai para o espaço, pode apostar.

Para comprar o próximo lote da cerveja, acesse o site da Magic Booze.

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Diga-me o que bebes...

Com a entrega do primeiro lote, a empresa vai utilizar seu aplicativo para convidar os consumidores a fazerem parte dessa história. Em uma tela simples, o usuário poderá opinar sobre amargor, corpo e álcool, colocando seu paladar para julgar sensorialmente e evoluir a Magic Booze.

Uiva, baby, uiva

A Dark Moon, stout com nibs de cacau, é outro destaque da cervejaria

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Diz a descrição oficial: a Pratinha Dark Moon representa a luta interna entre sombra e luz e o poder das escolhas. A nossa, nessa receita, foi trazer o mais fino cacau do Brasil. Nós submetemos o produto a uma lenta infusão a frio para obter o verdadeiro extrato natural de chocolate. Com toda sua densidade e certa dose de insanidade, esta Foreign Stout inaugura a série do Lobo. Na prática, a cerveja é mesmo de uivar de prazer, especialmente quando falamos de um sout com muita personalidade – e um amargor do qual você não vai esquecer. Claro, melhor beber em dias frios e, harmonizando por semelhança, cai bem pacas com uma fonduezinha de chocolate. Em tempo a cerveja tem 6,2% de T.A e deve ser consumida numa temperatura entre 4º C e 8 º C.

 

Este texto foi publicado originalmente na revista Sabor.club #31 que está na melhores bancas por todo Brasil. E também na banca digital www.zinio.com. 

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