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James Bond, o bom de bico

Uma deliciosa viagem (com tiradas antológicas!) pelas taças do agente 007, na sua filmografia

Da redação - Publicado em 26/02/2020, às 17h31

“Minha cara, há coisas que simplesmente não se fazem, como beber Dom Pérignon 1953 acima de 3oC. É tão ruim quanto ouvir Beatles sem protetores de ouvido.” A emblemática frase de James Bond em Goldfinger mostra o bom gosto (para vinhos) do mais famoso espião do cinema. É verdade que o agente 007 é conhecido por seu indefectível Martini, porém, o paladar e o conhecimento dele para vinhos e Champagne é inegável. 

Desde o primeiro filme (O Satânico Dr. No, de 1962) e também o primeiro romance de Ian Fleming (Casino Royale, de 1953), Bond demonstra seu gosto refinado e sua predileção por grandes Bordeaux, mas, principalmente, por Champagne safrado. Dom Pérignon, obviamente, é um de seus preferidos. 

 

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A bebida que leva o nome do famoso monge que teria inventado a “fórmula” dos espumantes dessa região francesa aparece em oito filmes e no romance Moonraker (que mais tarde se tornaria o filme 007 contra o Foguete da Morte). No cinema, o agente degusta grandes safras dos anos 1950. Em Dr. No, chega a dizer que prefere 1953 à 1955 quando ameaça usar a garrafa sobre a mesa para atacar um guarda e ouve de Dr. No: “É um Dom Pérignon 1955, seria uma pena quebra-lo”. Mas, na filmografia toda, ele prova as safras de 1952, 1953, 1955, 1957 e 1959. Em uma das últimas cenas de 007 – O Espião que me amava, o personagem principal, interpretado por Roger Moore, declara após matar o vilão e encontrar uma garrafa em seu barco: “Talvez eu tenha julgado mal Stromberg. Qualquer homem que bebe Dom Pérignon 52 não pode ser de todo mau”. 

No entanto, a relação mais duradoura do agente secreto com uma marca de Champagne  tem sido com a Bollinger. Desde “Viva e Deixe Morrer”, de 1973, a marca aparece em quase todos os filmes, inclusive nos mais recentes. A lista é longa, incluindo exemplares Récemment Dégorgé, de longuíssima maturação (mais de 10 anos). Além dele, Bond toma Veuve Clicquot, KrugTattinger e Pommery – sempre em ótima companhia. 

 

Os Bordeaux são eternos 

Agente é flagrado degustando grandes rótulos do ícone francês  

  • Um dos mais proeminentes é Mouton Rotschild. Em Os diamantes são eternos, por exemplo, o vilão disfarçado de sommelier oferece um Mouton 1955 para o agente secreto que descobre os disfarce ao dizer que esperava um clarete (termo inglês para vinhos bordaleses) e obter a resposta de que eles haviam acabado.  

  • Nos romances de Fleming, 007 tem a honra de provar safras emblemáticas de Mouton, como 1934 e 1947. 

  • Mais recentemente, James Bond é visto provando alguns dos maiores clássicos de Saint-Émilion, como Château Cheval Blanc e Angélus.  

  • Cheval é degustado por Connery no filme Nunca mais outra vez, de 1983 

  •  Angélus aparece no primeiro filme em que o ator Daniel Craig assume o papel de 007, Cassino Royale, de 2003. O agente secreto está em um trem apreciando uma garrafa da mítica safra de 1982.  

  • No último filme lançado da saga, Spectre, o Angélus é visto novamente. 

     

Eu sou James Bond 

Um Bordeaux e um champagne para beber como 007 

 

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“Tenho um prazer absurdo com o que como e bebo” - 007

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