Pode isso? Sim, pode! Mas só quando a bebida apresenta uma suavidade cada vez mais comum nos rótulos da nova geração -

Pode isso? Sim, pode! Mas só quando a bebida apresenta uma suavidade cada vez mais comum nos rótulos da nova geração

A história do Gim, a bebida do momento

E por que esse destilado se tornou a bebida preferida dos mixologistas na coquetelaria

Da redação - Publicado em 02/02/2019, às 11h00

Tudo começou nos EUA há cerca de dez anos, quando uma turma bem curiosa começou a fazer o seu próprio gim. Em busca de uma bebida que ficasse a serviço de uma nova coquetelaria baseada nela própria, incontáveis novas destilarias começaram a pulular de norte ao sul do país. Uma das primeiras a se destacar foi a Aviation American Gin, que caiu no gosto da crítica especializada e pavimentou a estrada para todos os outros produtores.

Eles mergulharam na história, na época da lei seca, quando se fazia muito gim local, uma vez que o inglês não chegava mais nos portos ianques. Das ideias de lá, passaram a fazer coisas novas. Gim com sabor de gim, porém muito mais suave e redondo. Isto é, com mais drinkability. Para fazê-lo usam-se muitas frutas, especiarias, ervas sem fim.

Naturalmente, esse tipo de bebida acaba revelando algo a mais ao paladar e provocando quem toma – mesmo que só com gelo e um pouquinho de água, para abrir os aromas e sabores. O McKenzie Gin, da Finger Lakes Distilling revela notas de cítricas (laranja e grapefruit), botânicas e de... banana! “O céu é o limite para quem busca experimentação”, declarou o presidente da companhia, na época de lançamento do rótulo.

Na mesma ocasião, inúmeros mixologistas estavam em polvorosa com a possibilidade de ter uma bebida ainda mais adequada para a coquetelaria. Isto porque os London dry, não há como negar, são estupendos mas carregados em zimbro. E, dizem, essa característica acaba se sobrepondo a outros ingredientes – especialmente quando se quer fazer algo mais frutado ou floral. O movimento americano, no entanto, é diferente do que que acontece no Brasil. A busca pelo gim brasileiro, muitas vezes passa pelo uso da cachaça como elemento base e, embora o resultado tenha muita personalidade, não podemos dizer que seja uma bebida suave.

Para conhecer bem a onda do gim nos EUA, a boa é mergulhar em lojas de spirits, como a Park Avenue Liquor Shop e a Sherry- Lehamann Wine and Spirts, ambas em Nova York.

O gin do Tio Sam

Alguns ótimos destilados da onda ianque

[Colocar Alt]

Southern Artisan Spirits, Carolina do Norte – Com infusão de 48 botânicos, tem muita presença, é levemente doce e picante na medida.

Watershed Bourbon Barrel Aged, Colorado – É aveludado e, além do inevitável toque amadeirado, revela coentro e erva-doce.

Dorothy Parker, Nova York – Feito por um dos fundadores da cervejaria Brooklyn Brewery mostra elderberries, canela limão cravo e hibisco. 

Grand’Ten Distilling Wire Works, Massachusetts – É refrescante, com muito cranberry e ainda notas de pinha e de pimenta.

St. George Terroir Gin, Califórnia – Revela notas de cedro, de ouro e de erva-doce

Este texto foi publicado originalmente na revista Sabor.club #23 que está na melhores bancas por todo Brasil. E também na banca digital zinio. Ou assine clicando aqui.

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