A nossa tradicional carne na lata sai de Goiás para o mundo  -

A nossa tradicional carne na lata sai de Goiás para o mundo

Heittor Vilares ganha o mundo com porco na lata

O goiano Heittor Vilares transformou a receita de carne na lata da família em negócio

Ana Rita Martins - Publicado em 05/10/2019, às 09h00

Desde moleque, o jovem empresário Heittor Valladares, 20 anos, era fã de carne suína enlatada, feita à moda antiga. A receita, que chegou ao Brasil com os imigrantes europeus, já foi muito popular de norte a sul, mas foi se perdendo ao longo do tempo com a popularização dos refrigeradores. O segredo do sucesso da iguaria é que a carne é preparada e também conservada na banha de porco, como no passado, antes do eletrodoméstico existir. E como a culinária francesa ainda faz, o confit.

No entanto, o prato ainda resiste nas casas de muitos brasileiros, principalmente os que moram em regiões mais interioranas, que costumam manter acesa certas tradições por mais tempo, principalmente tratando-se de comida.

Leia mais:

Saborosa costeleta de porco

Como curar panceta de porco

Barriga de porco de Thiago Fegies

 

É o caso da família do Heittor, em Porangatu, no interior do Goiás. Com faro de empreendedor desde muito cedo, ele resolveu transformar a iguaria em negócio, começou a produzir em maior escala e decidiu arriscar – ainda que de forma despretensiosa. Em 2017, quando tinha apenas 18 anos, o rapaz fez um perfil para vender a carne na lata nas redes sociais e em poucos dias já tinha recebido 40 pedidos. Correu para aprontá-los e entregá-los, mas ainda de forma bastante mambembe.

[Colocar Alt]

Ele não tinha nenhuma estrutura física ou mesmo fornecedores de confiança. Mas, diante do sucesso instantâneo, o rapaz percebeu que sua intuição estava certa e começou a trabalhar duro para profissionalizar a brincadeira e criou o Empório Fazendão.

Hoje são 6 mil latas produzidas mensalmente, entre os três cortes suínos disponíveis: lombo, costela e pernil. No processo de fabricação, a carne é cortada e imersa em tempero durante um dia completo, em seguida é frita durante cerca de três horas, até que perca totalmente a água. “A fritura acontece na própria banha do porco, que tem propriedades que garantem a total conservação da carne na lata por cerca de seis meses”, explica Heittor, que atualmente é o CEO da empresa.

Via aérea

#amiódupraneta. É com esse slogan que o porco na lata vai decolar

O marketing digital é peça chave para o porco na lata o Empório Fazendão. E ele vem sendo feito pelo Daniel Arpigio, sócio do negócio, de apenas... 17 anos! A estratégia ajudou no crescimento de 260% no último ano. Agora vem fábrica grande em Anápolis e a exportação de 20 mil latas do produto.

Leia também