Crocante por fora e cremosíssimo por dentro, o croquete de carne é adorado há mais de 70 anos -

Crocante por fora e cremosíssimo por dentro, o croquete de carne é adorado há mais de 70 anos

O melhor croquete do Brasil

Vale a pena ir à Casa do Alemão, em Petrópolis, só para experimentar a delícia

Da redação - Publicado em 27/11/2018, às 17h00

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Quem segue do Rio de Janeiro para Petrópolis, tem uma parada obrigatória. Na estrada ou bem na entrada da cidade. Isso há mais de 70 anos. Gente de toda sorte encosta na Casa do Alemão, em busca de três clássicos incontestes da memória afetiva do carioca, logo ao lado do biscoito Globo e do mate de latão: o sanduíche de linguiça, o biscoito amanteigado e o croquete de carne do Alemão.

Eles foram criados em 1945, no pós-guerra, quando o casal Stephan Kern e sua mulher Julka chegaram à cidade imperial fugidos da Iugoslávia. Ela, doceira e ele, salsicheiro. O casal conheceu a família Fontaine, uma das donas da então Panificação Quitandinha, em Petrópolis, popular entre aqueles que subiam a serra para assistir às famosas corridas de cavalo de Petrópolis. Stephan Kern era simpático e gregário, sempre disposto a tomar uma cerveja no balcão depois de trabalhar na salsicharia. Ganhou fama. E a turma passou a adotar o “vamos lá no Alemão?”. Claro, a casa foi rebatizada logo depois.

Até hoje é um ícone, cujo quitute principal tem a sua receita guardada a sete chaves. Na verdade, os próprios donos, agora, admitem que o segredo faz parte de uma estratégia para manter a mística em torno do produto. Quem entra na cozinha não tem acesso a ela, só quem trabalha no lugar há décadas. Há um acordo de cavalheiros para não divulgar o preparo. Como dizem, a palavra de honra vale mais do que um documento. A chef Katia Barbosa, mestre em bolinhos e fã do quitute, suspeita que o recheio cremosíssimo seja fruto da carne cozida previamente com a adição de creme de leite. O que importa, vamos combinar, é que ele sempre chega ao cliente crocante por fora e molinho por dentro. Com um sabor levíssimo.

A dupla com o sanduíche de linguiça, feito apenas com pão de leite e o embutido, é um must eat, para qualquer pessoa que goste de comer bem. Para finalizar, biscoitinhos amanteigados, desses que a gente não consegue parar de comer. É uma perdição.

Impossível parar de comer

Se morder, ele faz croque; se deixar sobre a língua, ele desmancha e espalha pela boca o mais puro gosto da manteiga, misturada com açúcar e um pouco de farinha. Assim são os biscoitinhos amanteigados, cuja a receita, a D. Julka Kern trouxe com ela da Europa. E, desde sempre, conquistam uma legião de fãs. Basta comer para se apaixonar. Hoje, eles são vendidos em saquinhos, ou melhor, em potões, nos mais variados formatos, às vezes acrescidos de pó de cacau. Quem nunca comeu, tem que comer. Quem já comeu, jamais deixa de comer. Se há algum preparo na receita? Não exatamente. O que se diz é que a massa é cortada e modelada à mão. Se forem para a máquina, os biscoitos endurecem.

 

Este texto foi publicado originalmente na revista Sabor.club #21 que está na melhores bancas por todo Brasil. E também na banca digital www.zinio.com.Ou assine clicando aqui sabor.club/assine

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