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Cerveja alemã e a Lei da Pureza em muitas cores e sabores para os brindes

Uma lista com bebidas deliciosas que vão do trigo aos maltes defumados

Da redação - Publicado em 21/05/2020, às 18h00

Em matéria de cerveja, quando falamos em Alemanha logo vêm à cabeça as claras e leves, as lagers que fizeram a fama da escola germânica. Ou então a famosa weizenbier (ou weiss), feita com maltes de trigo, turva e frutada.

Mas há muitos outros sabores na produção de um país marcado pela 'Lei da Pureza', que no famoso texto publicado no século 16 permite apenas três ingredientes no preparo da cerveja: água, malte e lúpulo (as leveduras, que fermentam os açúcares e produzem o álcool, ainda eram desconhecidas).

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Existe uma bela paleta de cores e sabores a se descobrir entre as importadas, ou feitas por aqui de modo fiel aos estilos originais alemães. Vamos provar?

Erdinger Pikantus
Erdinger (GER)

Essa lindeza é uma weizenbock, estilo inexistente na produção brasileira. O nome explica: weiss e bock somadas, maltes de trigo e de cevada tostados numa cerveja encorpada de bela espuma, com aromas de caramelo e frutas secas, alcoólica mas fácil de beber. (7,3% ABV)

Paulaner Salvator
Paulaner (GER)

Foram os monges que fundaram a cervejaria no século 17 os criadores desse esse exemplo seminal do estilo doppelbock. Cerveja de ótimo custo-benefício para se amar, com seus maltes tostados e caramelados, aromas amendoados e amargor em perfeito equilíbio. (7,9% ABV)

Schlenkerla Marzen Rauchbier
Schlenkerla (GER)

Novamente, a história engarrafada. No caso, com as rauchbier, cervejas de maltes defumados de Bamberg. A cervejaria abriu em 1405 e mantém intocado seu pub. Aromas fortes de fumaça que lembram bacon e embutidos. Uma experiência sensorial fora da caixa. (5,1% ABV)

Bamberg Alt
Bamberg (SP)

A cervejaria paulista faz com categoria o estilo altbier, nascido em Dusseldorf. Uma ale (alta fermentação) de bela coloração de cobre, que mesmo destacando os maltes é a mais amarga da escola alemã, com aromas florais de lúpulo, seca e levemente frutada. (4,8% ABV)

WKatz Kölsch
WKatz (RJ)

Típico da cidade alemã de Colônia, o estilo Kölsch está bem representado nesta cerveja feita no Rio, dourada, brilhante e leve. É uma ale maturada em baixa temperatura, como lager, ligeiramente adocidada e frutada, refrescante na sutileza de seus aromas. (5,2% ABV)

Köstritzer Schwarzbier
Köstritzer (GER)

Ao esbarrar com essa cerveja no mercado, não pense duas vezes antes de levar. Ao contrário do que sua cor faz supor, a lager negra é leve em corpo e álcool, com amargor médio, e evidencia suas notas tostadas, lembrando café e chocolate com alto teor de cacau. (4,8% ABV)

Weltenburger Kloster Barock Dunkel
Grupo Petrópolis (RJ)

Produzida pelo Grupo Petrópolis, na Serra Fluminense, sob a supervisão da cervejaria alemã de abadia Weltenburger, essa dunkel tem cor marrom e traz notas de caramelo e chocolate sutis, assim como a tosta e o corpo leves, fácil de beber e boa para iniciantes no universo cervejeiro. (4,7% ABV)

Hacker Pschorr Anno 1417

Hacker Pschorr (GER)  

Para os fãs das lagers claras, vale conhecer essa rara representante do estilo kellerbier, cervejas que eram servidas direto dos barris, sem filtragem e turvas. As sensações de pão e fermento são amplificadas e ganham complexidade, com leves notas picantes e cítricas de lúpulos nobres. (5,5% ABV)

 

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